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terça-feira, 10 de maio de 2016

dói

sei que te afasto de mim 
porque algo insiste em te aproximar
sei que te afasto de mim,
e eu implico em aproximar vocês

me dói saber, sim
me dói imaginar que
na cama que me deito
tem outra no meu lugar

me dói sim, saber que
o toque que você diz ser verdadeiro
se faz tão real em outra pele
que quer te degustar

me dói essa contradição toda
esse sentir sem querer 
tentar esquecer
e lembrar sempre mais

negar que não te quero mais
e derreter minhas convicções só de sentir o calor do teu corpo
por acaso

novidade

Estou desconsertada por baixo dessa pele em que moro na vida. 
Sofrendo de mimfobia, sofrendo de pseudo-futuros-ex-amores  
E, apesar de gostar de toda essa história, sei que só me engano
Vejo beleza no sofrer 
Mas na raiva, não 
Nem bom, nem mau
Na verdade, nem vejo nada

To me dividindo entre duas ideias, duas personalidades, duas pessoas! 
Não to gostando muito
Nem de um nem de outro
Nem de mim nem de ninguém 

Talvez o melhor seja esperar essa onda de coisas novas passarem
Antes que eu, iludida que estou,
Iludida que sou
Acredite que sei nadar
E me afogue loucamente em paixões  passageiras 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

carta para o meu ex-grande amor

Amor da minha vida,
Venho te contar histórias
Te trazer recordações
Imaginar o futuro

Venho fazer planos e desfazê-los pra que possam ser refeitos
Quero te encher de beijos
Quero...


Não vai dar certo


Minha imaginação não foi mais forte que a realidade

Lembro dos bons momentos mas,
Se olhar com calma
Lembro muito bem dos ruins também

Esquece


segunda-feira, 2 de março de 2015

nossa química

Penso que nossa química vai dar certo sim
Mas quando você crescer
Quando você quiser beber por prazer
Apreciar
Não somente enlouquecer
Sentir o cheiro do vinho
Conhecer sua textura
Aprender a degustar...

...

Quando você quiser me beber por prazer
Apreciar-me
Não somente enlouquecer
Sentir o meu cheiro
Conhecer minhas texturas
DEGUSTAR-ME

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

19

Sobre tudo isso: assim que vi que era meu aniversário, resolvi registrar simplificadamente algumas sensações e pensamentos. 
De maneira crua, tentei não enrolar pra não me confundir futuramente, abrindo mão de grandes enfeites linguísticos, afim de me auto-compreender sem eventuais ambiguidades etc

Ah! E a fotinha é só pra enfatizar e comprovar que minha cara continua a mesma - no caso sem filtro e maquiagens.




Oficialmente, com 19.

Queria registrar pra vc, mim do futuro, como me sinto. 

Na verdade, sinto nada 
Pois sinto tudo

As vezes me pego pensando
Em que momento da minha vida eu surtei com os detalhes?
Culpo externos e movimentos internos
Culpo signos, acendentes e até as estrelas 

Não sei se o nome disso é maturidade
Me pego, eventualmente, sendo ingênua feito uma criança 
Me pego, eventualmente, sendo birrenta como uma criança, também 

Coincidiu, essa data com o Carnaval
Minha data!
E já não é a primeira vez
Meu evento, desde que nasci nele:
brasileiro! acaba me revelando muito
Carnaval que faço pra tudo
Energia e intensidade
Mostrando em vivências
Mostrado em desânimos e indiferenças 
Já que, no final
Fingindo não sentir nada,
To implodindo e usando toda a minha força pra narrar isso 
Dentro pra fora
Usando minhas forças pra barrar isso
Dentro pra fora

---

Confesso me achar um ser curioso 
Reconhecer minhas qualidades 
Analisar meus defeitos 
E ignorar tudo por me apossar do meu maior mal
Que é acreditar em tudo isso
E na hora h, não acreditar em nada:
Insegurança 

Tenho meus planos pra esse ano
Que mudam a cada segundo, a cada brisa de ar novo

Não me sinto mais mulher nem mais criança
Não me sinto mais madura nem menos infantil 
Não sinto tudo e não sinto nada
E a cada momento que tento descobrir quem eu sou
Me perco mais nesse mundo
Meu mundo 

Ou quem sabe, na síntese dos dois 


Talvez o tempo me responda 
Ou não 
Posso me rechear cada vez mais de insegurança e contradição... 

Giovana Metzner, com 19 anos de suposta existência na Terra
Tentando entender 
Tentando não se preocupar tanto 
Tentando não ser tão minimalista 
Odiando e amando ser quem sou


Esperando meu próximo número, acima de tudo 

Não gostei de carregar esse número, 19
Não combinou
Ou quem sabe, esse é o número que explicita essa fase que estou atravessando

Meio adulta, meio jovem 
Meio cheia e meio vazia
Meio 8 e meio 80
Meio 18 e meio 20

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

notas sobre minha insegurança

Não aguento mais essa insegurança 
Sufocante 
Enquanto ela me resguarda humildade e modéstia 
Me condena a derrota e me devasta

Como vocês não notam isso? 
Como vocês não percebem-me 
E não enxergam essa autoestima forçadamente ridícula!


Não sei lidar.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

ô, sofrência! - amor platônico etc

Senti uma sensação muito engraçado ao ver que havia me respondido. 
Efervescência da mente, desencadeou um milhão de micro sensações. Sensacional!
Adoro essa névoa que se cria, a mente que descria e cria como bem entender, só pra florescer esse feeling que acompanha essa paixonite - passageira, já sei e aceitei.

Taí, toda a graça e encanto.

Mas não posso deixar de citar aqui ela. E feito paixão adolescente venho te confessar secretamente que sinto ciúmes de toda essa sorte que ela teve de te ter.
Vale lembrar que, nem sei quem você se tornou.

Vale reforçar que taí, toda graça e encanto.

E num ciclo de pensamentos difusos próprio da minha personalidade, lembro do meu passado com outra pessoa. Faria eu, tudo que fiz pro meu primeiro amor pra você?
Juras, cartas, declarações, favores, enfim...

A resposta? Não.
Pelo simples fato de que: não te amo.

Faço das palavras de Almeida Garret as minhas:
E infame sou, porque te quero 
E tanto
Que de mim tenho espanto 
De ti medo e terror
Mas te amar,
Não te amo, não.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

vamos?

Crio empecilhos, planos perfeitos, projetos impecáveis. 
Crio bom-dias, bom pratos, bons momentos. 
Crio roteiros, sentimentos, arrepios. 
Crio sorrisos, abraços, crio beijos!

Tudo isso desnecessariamente. 
Tudo isso involuntariamente. 

Não crio, apenas me recordo buscando no silêncio da minha alma esgotada que, ta ali. 
Amor.

Deixo os planos de lado se me disser que aceita. 
Foge um pouquinho comigo. 

Vamos?


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

- amor, me leva embora?

No final eu sei que amo toda essa feminilidade exacerbada e esse universo patriarcal.
Saber que sou fraca e que tem alguém obrigatoriamente mais forte que eu por simples ser.

-


cansada e pseudo-bêbada.
Crônica de fim de role, "amor me leva embora, por favor". 
Foi o que eu ouvi.